O sol veio nos
fazer companhia e, segundo os chilenos, isso foi um “regalo”, pois aqui nessa
região chove muito. Tivemos um lindo dia, perfeito para nossas caminhadas.
O café da manhã
do hotel era só a partir das 8:30 hs, então aproveitamos para dormir um pouco
mais – uma boa noite de sono em uma cama macia em uma cabana aquecida com
lareira. O café era simples, mas atendia ao que queríamos – café com leite, pão
com queijo, panqueca com doce de leite e frutas.
Nosso programa
de hoje era fazer trilhas no Parque Pumalín. O parque é muito grande, tem uma
vegetação belíssima e tem muitas opções de trilhas para todos os gostos. Então
começamos voltando pela mesma estrada que chegamos (25 km), para dentro do
parque até o Camping El Volcán, onde fizemos o “Sendero interpretativo da
natureza”.
A informação era
de que a trilha era de 3 km (round trip), mas ao final, pela nossa medição foram
1,8 km. Era possível fazer um tour guiado, mas acredito que só na alta estação,
porque nesse período estava tudo fechado. Tentamos pedir na entrada do parque
um folheto para acompanhar a trilha, mas não tinha ninguém.
A trilha era
perfeita – bem do jeito que a gente gosta. Sombreada, toda demarcada em seixos
ou com toras de madeira sobre locais mais alagados, bem plana, serpenteando por
dentro do bosque de árvores altas, baixas, arbustos, musgos em pedras e nos
troncos das árvores, inúmeras espécies de plantas, enfim, um paraíso para os
botânicos. Demoramos 1 hora nessa trilha de tantas paradas para fotos e contemplação.
Uma overdose de oxigênio.
/

VULCÃO CHAITEN
Ao sairmos de
lá, passamos pela Praia de Sta. Bárbara para conhecer a praia local. O visual é
bem bonito, se esquecermos que a areia é negra pois sua origem é vulcânica! Mas
é o que tem por aqui!!!
Em seguida
passamos na cidade para almoçar, na verdade fazer um lanche. Aí o difícil foi
achar um local. A cidade bem parada, tudo parecia fechado. Há de se compreender
que a cidade é bem pequena e pouco populosa, e as opções são poucas e bem
simples. No primeiro local que paramos, um Café que oferecia pizza, empanadas e
sanduíches, quando entramos para comer a atendente disse que não tinha nada!!!
Pode isso??? E continuamos a nossa saga. Até que encontramos um local muito
simples e agradável, o Café Bom Sabor, e comemos um misto quente muito bom e
depois um folhado de framboesa. Mas o café fechava as 13 hs. Ainda bem que
chegamos cedo!!!
Depois de
alimentados seguimos em direção sul para o vale do rio El Amarillo para outras
trilhas. Ao chegarmos na entrada sul do parque, 20 km depois de Chaitén, quando
a Ruta 7 faz uma curva de 90 graus para o sul, seguimos pela esquerda e
entramos no parque.
Entramos então no Parque Pumalin - Setor Amarillo, de novo, uma bela paisagem com montanhas, picos nevados, florestas
e o vale do Amarillo. Após andarmos 4,5 km chegamos ao início do “Sendero da
Ranita de Darwin”, outra trilha interpretativa, mas que não achamos ninguém
para nos dar folhetos de informações. (vou colocar tudo isso no site, ah se
vou!!!).
O previsto era
uma trilha de 2,5 km, de nível de dificuldade baixo, que ao final teria 3
mirantes para ver o vale. Devíamos ficar espertos para tentar ver a “ranita de
Darwin” um animal ameaçado de extinção. A trilha tinha alguns trechos de
subida/descida. Também passava por meio de floresta de árvores imensas,
arbustos, musgos. Tudo lindo. Poucos animais. Eventualmente o canto de um
pássaro. Da “ranita”, não vimos nada....
No entanto, no
final, cruzamos a estrada e ficamos margeando o rio El Amarillo e ouvindo seu
barulho em algumas cascatas e ao invés dos 2,5 km previstos, fizemos 3,6 km. O
que não é nada demais, mas com as subidas, gera um pouco de cansaço e com essa diferença
de distância gera um pouco de estresse pois a gente logo pensa que errou o
caminho.
Na verdade, foi
tudo muito bonito e gratificante. Infelizmente nossos parques no Brasil não são
assim....
Agora estamos tomando
um vinho para relaxar, escrevendo o blog e logo mais vamos voltar ao Restorant El
Volcan, o mesmo restaurante de ontem, para jantar. E vamos comer um “pastel de
centolla”, que de pastel não tem nada – é tipo um creme de contolla, gratinado.
Amanha
seguiremos para Futaleufú para mais aventuras.
Belas fotos amigos!!! Aproveitem que aqui o boteco bagunçou de vez...forte abraço
ResponderExcluirCada lugar mais bonito que o outro!
ResponderExcluirMuita paz e tranquilidade.
Aproveitem!